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22 de julho de 2026

Chamyto

Pode ser que algumas crianças passem alguns dias sem evacuar ou sintam dor ao ir ao banheiro. Na maioria das vezes, o problema está relacionado aos hábitos alimentares e à ingestão insuficiente de água. Mas, em algumas situações, a prisão de ventre pode ser um sinal de que algo mais sério está acontecendo e vale a investigação junto a um profissional de saúde.

Segundo a nutricionista Tania Abreu, as fezes ressecadas são um dos principais sinais da constipação intestinal, condição bastante frequente na infância.

“As fezes ressecadas são um dos sinais que indicam dificuldade para evacuar e retenção anormal das fezes. Geralmente, esse quadro está relacionado à constipação funcional (Rodriguez et al., 2021), uma condição comum durante a infância, caracterizada pela redução dos movimentos do intestino e pelo endurecimento das fezes “, explica.

A alimentação tem papel decisivo na saúde digestiva

De acordo com a nutricionista, o cardápio da criança influencia diretamente o funcionamento do intestino. Quando faltam fibras e líquidos, as fezes tendem a permanecer mais tempo no intestino, perdendo água e ficando mais endurecidas. “O pouco consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e também de água faz com que as fezes fiquem mais ressecadas”, afirma ela.

Ela explica que alimentos ricos em fibras, como aveia, chia, linhaça e psyllium, ajudam o intestino a funcionar melhor, afinal, as fibras aumentam o volume das fezes e as deixam mais macias porque conseguem reter água no trato intestinal. Além disso, favorecem a fermentação pelas bactérias benéficas e ajudam a regular os movimentos do intestino (Schoot et al., 2024).

Quais alimentos ajudam a melhorar prisão de ventre?

Embora não exista um único alimento capaz de resolver o problema, alguns são conhecidos por favorecer o trânsito intestinal quando fazem parte de uma alimentação equilibrada. “As frutas, de modo geral, ajudam bastante, principalmente kiwi, manga, laranja e ameixa seca. Todas as verduras e legumes também são importantes, especialmente os de folhas verde-escuras, como espinafre, brócolis e couve. Os leites fermentados e os iogurtes também podem contribuir para a saúde intestinal”, orienta.

Veja também: Frutas que prendem o intestino das crianças: tudo o que os pais precisam saber

Entre os alimentos que trazem praticidade na rotina com crianças e também podem ser aliados no funcionamento intestinal, temos os leites fermentados e iogurtes Chamyto, que contém lactobacilos vivos, que contribuem para a manutenção de uma microbiota saudável, além de melhorar o funcionamento do intestino, ajudando a manter o equilíbrio da flora intestinal. Experimente incluir o Chamyto Box e o Iogurte Chamyto Go na lancheira do seu filho e conheça todos os benefícios da linha de produtos.

A nutricionista reforça que esses alimentos apresentam melhores resultados quando associados ao consumo adequado de água e à prática de hábitos saudáveis, como atividade física e uma rotina regular para evacuar.

Água também é essencial para a prevenção da prisão de ventre

Além da alimentação, a nutricionista destaca que a hidratação faz diferença na prevenção e no tratamento da constipação (Bothe et al., 2017). “O consumo adequado de água durante o dia melhora os sintomas da constipação porque deixa as fezes mais macias e aumenta os movimentos espontâneos do intestino”, destaca Tania Abreu.

Segundo a especialista, pessoas que não sofrem de prisão de ventre têm fezes compostas por cerca de 70% a 80% de água. Quando esse percentual diminui, elas ficam mais secas e difíceis de eliminar.

Quando é preciso investigar outras causas?

Apesar de a maior parte dos casos estar relacionada ao estilo de vida, a constipação persistente merece atenção.

“Quando a constipação intestinal é causada por alguma doença, é necessária uma investigação complementar para afastar suspeitas como malformações anorretais, alterações neurológicas, doenças endócrinas e metabólicas, hipotireoidismo, alergia à proteína do leite de vaca e doença celíaca”, alerta a nutricionista.

Além da persistência da prisão de ventre, sinais como dor intensa ao evacuar, sangue nas fezes, perda de peso, distensão abdominal importante ou dificuldade para ganhar peso são motivos para procurar avaliação médica.

A prevenção começa no dia a dia

Na maioria das crianças, pequenas mudanças na rotina já fazem diferença. Uma alimentação rica em fibras, boa ingestão de água e hábitos intestinais saudáveis ajudam a prevenir a constipação e reduzem o risco de que o problema se torne crônico.

Quando os sintomas persistem, no entanto, o acompanhamento com o pediatra é fundamental para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

  • Referências:

Rodriguez DA et al. Functional constipation and the gut microbiome in children:
preclinical and clinical evidence. Front ped 2021 vol 8

Schoot A et al. Systematic review and meta-analysis: Foods, drinks and diets
and their effect on chronic constipation in adults. Aliment Pharmacol Ther.
2024;59:157–174

Bothe G. Efficacy and safety of a natural mineral water rich in magnesium
and sulphate for bowel function: a double‑blind, randomized,
placebo‑controlled study. Eur J Nutr (2017) 56:491–499